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Sandra Fayad Bsb
Minhocário de Palavras
Textos

Dachshund, O Salsicha
Sandra Fayad
 
Pequeno, comprido e com pernas curtas. O Dachshund, mais conhecido por “Salsicha”, é o cão mais feroz do mundo, de acordo com um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. O trabalho foi publicado na última edição da Applied Animal Behavior Science e a notícia foi veiculada também no site da  BBC Brasil.
A pesquisa revela que um em cada cinco “salsichas” já atacou ou tentou atacar pessoas estranhas, e um em  cada doze já atacou os próprios donos.
Um dos cães com pior fama é o Pitt Bull. No entanto, no top ten ele aparece em sexto lugar. E o Rottweiller, outra raça com má fama, nem aparece entre os dez mais perigosos.
Para chegar a estes resultados, a equipe de pesquisa contatou seis mil donos de trinta raças diferentes, que responderam ao mesmo questionário.
O estudo apresenta resultados pouco habituais, mas a diferença pode estar no fato de que outros trabalhos se basearem em estatísticas de mordidelas de cães registadas por médicos. Os investigadores americanos defendem que os ataques de cães maiores causam normalmente ferimentos mais graves. Por esta razão os resultados poderiam estar distorcidos. Aliás, o estudo indica mesmo que as raças de cães menores tendem a ser mais agressivas, derrubando mitos.
De fato, já tivemos um Salsicha, o PUPY que, inadivertidamente, compramos recém-nascido de um amigo para presentear a pequena  Mariana, que contava dois anos de idade.
Mari brincava com ele como se fosse um bibelô, até que um belo dia ele a atacou na região dos olhos, cortando-lhe uma das pálpebras. Por pouco seus dentinhos não atingiram o globo ocular da menina. Imediatamente sua mãe quis se livrar do animal, mas a própria Mari foi contra. Entretanto nunca mais quis brincar com ele. O tempo foi passando até que três anos depois, nasceu o Thiago. Com a idade próxima de um ano, engatinhava pela cozinha quando outro acidente aconteceu. Nas brincadeiras com o então mau-humorado cãozinho já adulto, Thiago puxou-lhe o rabinho. Pra que?
Pupy tascou-lhe os dentes no nariz, deixando-o em carne viva. Até hoje, com 15 anos, Thiago ainda guarda de lembrança uma leve cicatriz  no local.
Novamente, a Taty quis se livrar do inimigo dos infantes. Conversa vai, conversa vem, ficou decidido que ninguém mais iria se aproximar desprevenido da fera.
Marco e eu éramos os únicos que tínhamos coragem de tocá-lo. Para lhe dar banho, usávamos mordaça e evitávamos ficar lhe fazendo afagos, para não correr mais riscos.
Um belo dia, Pupy conseguiu furar a tela de proteção da varanda onde morava e ganhou a rua.   Uma vizinha argentina, que morava em frente, vendo aquele pobre cãozinho correndo o risco de ser atropelado, foi em seu socorro e o recolheu em seus braços.
Maldita hora! Pupy atacou-a no rosto e nas mãos. Por sorte estava com as vacinas em dia e a pobre moça compreendeu que havia sido imprudente, na ânsia de protegê-lo.
Outra característica que não foi objeto de estudo pela Universidade da Pensilvânia na referida pesquisa é que esta raça de cães está em extinção, porque os machos têm grande dificuldade para cruzar. Com o Pupy fizemos várias tentatias em vão. Ele ficava excitado, mas não conseguia copular com a parceira da mesma raça e nem de outra. Geralmente a luta acabava com a separação forçada de ambos, porque ele apresentava quadro de taquicardia e estresse. Segundo o veterinário, esta era uma ocorrência constante em cães machos da raça Dachshund.
Como o perdemos:
Depois desses acidentes, e com o Pupy já idoso (mais de 10 anos), contratamos uma empregada domética que nutria visível antipatia por ele. Um belo dia, descobrimos que o nosso trabalhoso, porém querido cão desaparecera juntamente alguns dos nossos objetos domésticos  eo registro de um débito de telefonemas enorme. Questionada na Delegacia, a serviçal afirmou que doara o cão a um senhor que passava pela Quadra. Saudosos e tristes, ficamos ainda procurando por ele nos olhares dos outros cães da  mesma raça em toda a área próxima, durante os anos seguintes. Ainda hoje, quando vejo um parente seu circulando supostamente tranquilo pelas ruas, me dá uma sensação de aperto no peito de saudades... mas não ouso me aproximar muito.
 
Eis a lista eleborada pela Universdade da Pensilvânia:
 
A- Os mais agressivos
1 - Dachshund
2 - Chihuahua
3 - Jack Russell terrier
4 - Akita
5 - Pastor australiano
6-  Pit bull
7 - Beagle
8 - Springer spaniel inglês
9 - Border collie
10 - Pastor alemão
 
B- Os menos agressivos
1 -Golden Retriever
2 –Labrador
3 -São Bernardo
4 -Britanny Spaniel
5 -Greyhound
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Sandra Fayad Bsb
Enviado por Sandra Fayad Bsb em 03/10/2020
Alterado em 10/01/2022
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